NF-e e CT-e
Baixar CT-e: como obter o XML e o PDF (DACTE) do conhecimento de transporte
Guia direto para baixar CT-e: onde estão os documentos, o que é preciso para acessá-los, a diferença entre o XML e o DACTE em PDF, e como recuperar um mês inteiro de conhecimentos de transporte de uma vez.
Baixar CT-e parece uma tarefa de dois cliques até o dia em que são duzentos conhecimentos de transporte de um mês inteiro. Este guia cobre os dois cenários — o documento avulso e o volume — e, antes disso, a distinção que evita a maior parte dos problemas.
XML ou PDF? Não é a mesma coisa
O CT-e, para todos os efeitos fiscais e contábeis, é o arquivo XML assinado digitalmente. O DACTE — Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico — é a representação impressa dele: serve para acompanhar a carga e para conferência visual, não para escrituração.
- XML — é o documento fiscal. Vai para a contabilidade, permite crédito e deve ser guardado pelo prazo legal.
- DACTE (PDF) — é a via impressa. Acompanha o transporte e serve para leitura humana.
Guardar só o PDF é o erro silencioso mais comum. Ele não permite importação estruturada nem conferência automatizada, e não substitui o XML em fiscalização.
O que você precisa para baixar
Certificado digital ICP-Brasil (A1 ou A3) do CNPJ que participa da operação. Não é escolha de fornecedor: a SEFAZ só entrega documento fiscal a quem se identifica com certificado, e só entrega o que é daquele CNPJ.
Se você é o tomador do frete, os CT-e emitidos contra o seu CNPJ estão disponíveis para você — é o caso mais comum em escritórios de contabilidade, que baixam os conhecimentos de transporte dos clientes para conferir o crédito e a escrituração.
Baixando um documento avulso
Para um único CT-e do qual você tem a chave de acesso, a consulta pelo portal resolve a conferência — mas atenção: a consulta pública confirma a existência e a situação do documento, sem entregar o XML completo. O arquivo autenticado exige certificado.
Baixando o mês inteiro
Aqui muda o método. Em vez de procurar documento por documento, você usa o serviço oficial de Distribuição de DF-e (CTeDistribuicaoDFe): a SEFAZ entrega todos os conhecimentos de transporte destinados ao seu CNPJ, em lotes, controlados por um número sequencial chamado NSU.
O NSU é o que torna o processo incremental — cada consulta continua de onde a anterior parou, e você não rebaixa o que já tem. É também a origem do erro mais comum de quem implementa isso na mão: consultar repetidamente sem documentos novos leva ao bloqueio por consumo indevido.
E os eventos?
Um CT-e não vive sozinho. Cancelamentos, cartas de correção e outros eventos são documentos separados, vinculados à chave do conhecimento original. Um acervo fiscal só está completo quando os eventos vêm junto — do contrário, um CT-e cancelado continua parecendo válido no seu arquivo.
O NFe/CTe Downloader baixa NF-e e CT-e pelo serviço oficial da SEFAZ com o seu certificado, gera o DACTE e o DANFE em PDF, monta uma planilha com uma linha por documento — incluindo impostos, rota e carga — e traz os eventos junto. Tudo em um ZIP, sem captcha e sem digitar chave por chave.
Resumo
Para um documento, a chave e a consulta resolvem a conferência. Para o volume de um escritório, o caminho é a Distribuição de DF-e com certificado digital, trazendo XML, PDF e eventos de uma vez. E, em qualquer cenário, o arquivo que precisa ser guardado é o XML.