NF-e e CT-e

XML de CT-e: diferenças entre estrutura, XSD e autorização

Validar o XML do CT-e responde a três perguntas diferentes: o arquivo está bem formado, obedece ao schema da SEFAZ e corresponde a um documento realmente autorizado? Veja como checar cada uma.

Por Aiteks

"Validar o XML" parece uma coisa só, mas são três perguntas diferentes — e quem mistura as três procura resposta no lugar errado.

1. O arquivo está bem formado?

É a checagem de sintaxe: tags abertas e fechadas, aninhamento correto, encoding declarado batendo com o conteúdo. Abra o arquivo em qualquer editor que entenda XML — se ele reclama antes de você fazer qualquer coisa, o problema é este. Normalmente é encoding trocado (acentos corrompidos) ou arquivo truncado.

2. Obedece ao schema da SEFAZ?

Aqui entra o contrato do documento. O XSD do CT-e define quais campos existem, quais são obrigatórios, em que ordem aparecem e que formato cada um aceita. Quando a validação falha, a mensagem aponta a tag culpada — procure por trechos como cvc-complex-type (estrutura), cvc-datatype-valid (tipo errado) ou cvc-maxLength-valid (texto longo demais).

Valide sempre contra o XSD da versão correta. Boa parte dos falsos negativos vem de validar um XML novo contra um schema antigo — o arquivo está certo, o validador é que está desatualizado. Com os campos de IBS e CBS entrando no layout, isso ficou mais comum.

3. É um documento realmente autorizado?

Esta é a que mais importa para quem recebe CT-e de terceiros, e a única que o arquivo sozinho nunca responde. Um XML bem formado e válido pode representar um documento que nunca foi autorizado, ou que foi cancelado depois.

A prova está na consulta pela chave de acesso de 44 posições, no portal nacional do CT-e. Se o documento aparece autorizado, com os mesmos valores, ele existe. Se aparece cancelado ou denegado, você tem um problema real — e o XML continua "válido" do ponto de vista técnico.

Regra prática: schema responde "o arquivo está bem construído?". Só a consulta responde "o documento existe e está valendo?".

O que muda quando o arquivo vem da SEFAZ

Receber o XML diretamente pela Distribuição DFe reduz o risco de alteração no trânsito e ajuda a identificar a origem do arquivo. Ainda assim, confira o retorno, o protocolo quando presente, os eventos posteriores e a situação atual do documento.

A distribuição não substitui validação XSD, verificação de assinatura nem consulta atualizada de situação quando essas provas são exigidas pela sua rotina.

O NFe/CTe Downloader consulta esse serviço com o seu certificado digital e devolve os XMLs autenticados de NF-e e CT-e, os PDFs (DANFE e DACTE) e uma planilha com uma linha por documento — incluindo a situação de cada um, com os eventos de cancelamento junto.

Erros comuns e o que significam

  • Válido no portal mas falha ao importar — o sistema de destino usa layout antigo. Problema do fornecedor do software, não do arquivo.
  • Acentos corrompidos — encoding. O arquivo foi salvo fora do UTF-8 declarado no cabeçalho.
  • Chave não encontrada — chave digitada errada, ou documento que nunca foi autorizado.
  • Autorizado mas cancelado depois — o XML segue íntegro; o que mudou foi a situação. Por isso a situação precisa entrar na conferência, e não só o valor.

Referências oficiais

Leia também

Alcance da consulta

Antes de assinar, veja os limites da SEFAZ

NF-e: janela de até 90 dias

Contados da recepção no Ambiente Nacional, não da emissão. A distribuição não consulta um arquivo histórico por mês. No início do uso do serviço, a geração de NSU não é retroativa; uma interrupção superior a 60 dias também afeta essa geração.

Consultas têm cota e intervalos

NF-e: consultas por chave e NSU compartilham o limite de 20 por hora por CNPJ. A extensão usa até 18 por segurança. Após uma consulta de distribuição sem documentos ou no fim da fila, aguarde 1 hora. Um bloqueio 656 exige pausa; insistir antes pode renová-lo. Outros sistemas do mesmo CNPJ também podem afetar o acesso.

XML completo depende da disponibilidade

A SEFAZ pode entregar resumo, XML completo ou evento. Resumos não têm todos os itens e não geram DANFE. A extensão não faz manifestação do destinatário. Os dados do Excel e o PDF dependem do conteúdo recebido e das regras de acesso do serviço.

Pro mantém as regras da SEFAZ

O plano remove o limite de sincronizações da extensão durante a vigência; não amplia a janela, a cota ou as permissões da SEFAZ. Documentos emitidos pela própria empresa devem ser obtidos no emissor ou no portal estadual. Portais estaduais e acervos históricos não são integrados aqui.

Na versão 1.4.0, a recuperação por NSU de NF-e permite consultar uma faixa conhecida, com pausa e retomada manual, preservando o ponto da busca normal. O NSU da NFS-e é de outro serviço. “Baixar novamente” só gera arquivos já armazenados neste navegador; não recupera documentos ausentes na SEFAZ.

Fonte: Nota Técnica 2014.002 v1.40 — Distribuição de NF-e
NFe/CTe Downloader · na Chrome Web Store

Baixe XML de NF-e e CT-e em lote — sem subir o seu certificado.

Extensão Chrome que sincroniza pela Distribuição DFe da SEFAZ com o seu certificado no navegador. ZIP por competência, emitente ou tipo, mais planilha Excel.